Confesso que o meu optimismo tem andado abalado e isso terá contribuído para o meu afastamento de um blog que me entusiasmou, de início, e me proporcionou momentos agradáveis com a meia dúzia de "correspondentes" que me visitavam. A mudança de vida levou-me a perguntar se valeria a pena manter o blog, e de há muitos meses até agora nada restaurou a minha primitiva vontade de escrever e dialogar.
Ontem, porém, aconteceu um facto que me fez pensar.
Há uns quatro anos (em rigor, em 2005-2006) mantive, com os meus alunos de mestrado na Universidade do Minho, um
blog de apoio às aulas de
Currículo e Cultura (pode ver-se
aqui). Foi uma experiência muito interessante, com um bom nível de participação não só em quantidade como em qualidade. Nunca desactivei o
blog, e de então para cá houve ex-alunos que ocasionalmente (muito ocasionalmente) publicaram
posts: pelo Natal, por exemplo. Eu nunca mais lá voltei. Até ontem.
A meio da tarde, caiu-me na caixa de correio um comentário a um post desse blog publicado em Novembro de 2005. Há quase quatro anos, pois! Era de uma Mãe, que conservou o anonimato, que nos felicitava por termos tratado, nesse post, do problema das crianças indigo (um tema que um aluno levara para a aula e suscitara muito interesse), relacionando-o com problemas que o filho estava a ter na escola.
Fiquei estupefacto por haver ainda leitores de um blog tão específico e fui "espreitar". Através do "site meter" verifiquei que o blog continua, diariamente, a ter leitores que estão espalhados pelo mundo (os números do Brasil são verdadeiramente impressionantes). No total, registaram-se mais de 37,000 visitas!
Fiz o que devia - avisei os meus ex-alunos por e-mail e coloquei um post, respondi à Mãe - e fiquei a pensar se afinal de contas, não estava a ser pouco sério na minha atitude de fuga. Talvez valha a pena, apesar de tudo, não me calar. Talvez valha a pena recuperar o optimismo. Talvez valha a pena... recuperar a minha memória flutuante... Para já, reinstalei o "site meter", que não sei porque razão tinha desaparecido. Talvez valha a pena...