2005/12/23

Natal feliz


Estamos no Natal e ontem dei por mim a meditar nos muitos natais que já vivi, e a perguntar-me se, sendo todos tão semelhantes na liturgia que os envolve, a religiosa e a profana, não seria capaz de quase os distinguir a todos. E cheguei à conclusão que apesar do excessivo formalismo com que encaramos a “festa” (é assim mesmo que os madeirenses se referem ao Natal, a “festa”) todos os anos ela se renova e, parecendo igual, é sempre diferente.

Desejo para todos os meus leitores que tenham também um Natal que será único – o de 2005 – com a paz e alegria possíveis.

3 comentários:

PJ disse...

Feliz Natal também para si.

Miguel Pinto disse...

Um bom Natal, VFreitas.

Anónimo disse...

Esta é uma publicação de uma revista internacional chamada “Despertai!” vem sendo publicada, sem interrupções, há mais de 80 anos que tem por objetivo deixar informado todos os que gostam e se interessam saber a origem e o porquê do que comemoram.
Não se tem o objetivo de contestar o direito que cada um tem de comemorar ou não o Natal. Mas vc realmente sabe ou entende o que significa o NATAL? VEJA.

O Conceito da Bíblia
O que você deve saber sobre o Natal
MILHÕES de pessoas ao redor do mundo se preparam para o Natal de 2005. Talvez você seja uma delas. Ou pode ser que não tenha o costume de celebrar essa data. Mas de qualquer forma, é quase impossível não ser de alguma maneira afetado, pois o Natal permeia o mundo do comércio e do entretenimento, mesmo em países não-cristãos.
O que você sabe sobre o Natal? Existe base bíblica para comemorar o nascimento de Cristo? Qual é a origem dessa celebração popular?
Celebração proscrita
Se você fizer uma pesquisa sobre o assunto, descobrirá que o Natal não tem raízes no verdadeiro cristianismo. Isso é reconhecido por muitos eruditos da Bíblia de diversas denominações religiosas. Em 1647, o Parlamento inglês decretou que o Natal deveria ser um dia de penitência e, em 1652, o proscreveu de modo terminante. De 1644 a 1656, o Parlamento se reunia propositalmente no dia 25 de dezembro. Segundo a historiadora Penne L. Restad, “os ministros religiosos que pregassem sobre a Natividade se arriscavam a ser presos, e quem decorasse a igreja era multado. As lojas tinham de abrir no Natal como em qualquer outro dia”. Por que essas medidas drásticas? Os reformadores puritanos acreditavam que a Igreja não devia criar tradições que não tivessem base nas Escrituras. Pregavam e distribuíam publicações que denunciavam as celebrações de Natal.
Medidas similares foram adotadas na América do Norte. Entre os anos 1659 e 1681, o Natal foi proscrito na Colônia da Baía de Massachusetts. Uma lei promulgada na época proibia toda e qualquer observância do Natal, e os violadores eram multados. Os puritanos da Nova Inglaterra não eram os únicos que não celebravam a data; alguns grupos das colônias médias adotavam a mesma postura. Os quacres da Pensilvânia eram tão radicais quanto os puritanos no seu conceito sobre a celebração. Certa fonte diz que “assim que os americanos conquistaram a independência, Elizabeth Drinker, que era quacre, classificou os habitantes da Filadélfia em três categorias: os quacres, ‘que consideram o [Natal] como qualquer outro dia’, os que o comemoravam por uma questão religiosa e os demais, que faziam do Natal ‘uma ocasião para farra e intemperança’ ”.
Henry Ward Beecher, renomado pregador americano que foi criado numa família calvinista ortodoxa, só veio a conhecer o Natal com 30 anos. “O Natal nunca fez parte da minha vida”, escreveu em 1874.
As primitivas igrejas batista e congregacionalista também não celebravam o nascimento de Cristo por entenderem que não havia base bíblica para isso. Certa fonte diz que a Igreja Batista de Newport (Rhode Island) só veio a celebrar o Natal em 25 de dezembro de 1772. Isso foi quase 130 anos depois da fundação da primeira igreja batista na Nova Inglaterra.
A origem do Natal
A New Catholic Encyclopedia (Nova Enciclopédia Católica) reconhece: “A data do nascimento do Cristo não é conhecida. Os Evangelhos não indicam nem o dia nem o mês . . . Segundo a hipótese sugerida por H. Usener . . . e aceita pela maioria dos peritos hoje em dia, designou-se ao nascimento de Cristo a data do solstício do inverno (25 de dezembro no calendário juliano, 6 de janeiro no egípcio) porque, nesse dia, à medida que o sol começava seu retorno aos céus setentrionais, os devotos pagãos de Mitra celebravam o dies natalis Solis Invicti (aniversário natalício do sol invencível). Em 25 de dez. de 274, Aureliano havia proclamado o deus-sol como o principal padroeiro do império e dedicou um templo a ele no Campo de Marte. O Natal surgiu numa época em que o culto ao sol era particularmente forte em Roma.”
A Cyclopœdia de M’Clintock e Strong diz: “A observância do Natal não foi divinamente instituída, nem se origina do N[ovo] T[estamento]. O dia do nascimento de Cristo não pode ser determinado pelo N[ovo] T[estamento], nem, deveras, por qualquer outra fonte.”
“Vão engano”
Em vista do que foi considerado, devem os verdadeiros cristãos participar das tradições do Natal? Agrada a Deus misturar Sua adoração com crenças e práticas dos que não o adoram? O apóstolo Paulo deu o seguinte aviso em Colossenses 2:8: “Acautelai-vos: talvez haja alguém que vos leve embora como presa sua, por intermédio de filosofia e de vão engano, segundo a tradição de homens, segundo as coisas elementares do mundo e não segundo Cristo.”
Ele também escreveu: “Não vos ponhais em jugo desigual com incrédulos. Pois, que associação tem a justiça com o que é contra a lei? Ou que parceria tem a luz com a escuridão? Além disso, que harmonia há entre Cristo e Belial [Satanás]? Ou que quinhão tem o fiel com o incrédulo?” — 2 Coríntios 6:14, 15, nota, NM com Referências.
Em vista das irrefutáveis evidências disponíveis, as Testemunhas de Jeová não participam das celebrações de Natal. Em harmonia com as Escrituras, esforçam-se a praticar “a forma de adoração que é pura e imaculada do ponto de vista de . . . Deus”, por manter-se “sem mancha do mundo”. — Tiago 1:27.