2006/06/16

Para pensar


Não vi imagens da manifestação dos professores na televisão. Mas na minha visita quotidiana aos Marretas deparei com esta informação, por uma vez mais séria que brincadeira (título “Belos Exemplos”).
E procurando não cair em demagogia: são estes os professores que se incomodam com a grosseria dos alunos? Que pena mereceriam no elenco daquelas que gostariam que a escola aplicasse aos alunos "execráveis"?

6 comentários:

Miguel Pinto disse...

É demagogia, caro professor Varela. Entre a multidão de manifestantes alguém viu um(a) professor(a) segurando um cartaz ofensivo, ridículo e desfasado do espírito que foi convocado para a manifestação. Eu também vi e não gostei. E daí? Se procuram um álibi para desvalorizar a indignação dos professores pela forma como têm sido tratados por esta ministra, não precisam de procurar mais. Agarrem-se ao cartaz!
Permitirá que use o seu espaço para deixar uma palavra de profundo agradecimento à professora Carlinda Leite, sua colega, pelo teor desta carta aberta: http://www.asa.pt/s_leitura/leitura_download/828052.pdf
Que bom seria se os investigadores das Ciências da Educação [pelo menos estes] seguissem o seu exemplo.

SaltaPocinhas disse...

é verdade, eu vi o cartaz e fiquei chocada. Os professores TÊM de ser educados, não podem descer ao nível de alguns alunos. Foi muito feio, assim como foi muito feio marcar uma greve para aquele dia e só um sindicato, sem sequer falar com os outros, e sem terem ainda começado as negociações!

Maria Ferreira disse...

Engane-se o caro saltapocinhas. as negociações do ECD já terminaram....Caso tenha dúvidas leia as (des)orientações para o próximo ano lectivo.

Delfim Peixoto disse...

Na verdade, o exemplo vem de cima! Coma essas atitudes ( referidas pelo professor) não vamos a lado nenhum.
Permitam-me dizer aqui que sendo delegado sindical de um outro sindicato, tenho lutado pela utilização da Greve como o último recurso de luta contra o que acharmos estar mal. Já o referi varias vezes em outros lugares que uma greve é a " bomba atómica" e nunca deverá ser "lançada" em pontes, fins de semana ou exames! De facto, penso que uma das únicas soluções possiveis para a unificação e defesa dos Professores é a criação de uma Ordem. Poderei estar enganado, mas acredito que só assim seremos uma classe acreditada pela Sociedade.
Já agora, penso que quem diz que o ECD já não tem discussão só está a corroborar a ideia de que a greve foi gratuita e política!
Abraços

SaltaPocinhas disse...

cara Maria Ferreira: estou com o Delfim: se não há esperanças de haver negociações fizeram a greve para quê??
eu sou optimista por natureza acredito que vá haver negociações. E estou disposta a fazer greve os dias que forem precisos se todos os sindicatos se entenderem e optarem por defender realmente os professores e não apenas os seus tachinhos!

Varela de Freitas disse...

Respondendo em conjunto a todos os que comentaram, e sem prejuízo de regressar mais tarde com um post sobre este assunto, começaria por dizer que quem me conhece bem sabe que sempre defendi os professores como profissionais, porque ao fazê-lo me defendi a mim próprio, e é por isso que não encontro palavras para qualificar o tal cartaz, que afinal parece ter chocado toda a gente mas não terá sido, na altura da manifestação, objecto de censura por quem lá estava. Foi um - mas isso não me leva a desculpar porque mesmo esse um não devia ter acontecido, como há anos não devia ter acontecido aquele triste espectáculo de alunos a mostrarem o traseiro ao ministro Couto dos Santos! Senhores, somos educadores!
Os professores têm razão em estarem preocupados porque a proposta do estatuto contem normas com consequências gravosas, das quais a menor nem é a avaliação pelos pais (que nunca vai acontecer, quase que garanto, por ser pura e simplesmente inviável). Mas ao tomar as atitudes que tomaram os professores (tais como os sindicalistas da função pública) apenas estão a dar os chamados tiros no pé. Um profissional tem de ser responsável. A Ministra tem sido pouco feliz nas intervenções? Tem. Que isso lhe seja dito de uma forma cordata. O projecto tem normas que os professores não gostam? Proponham-se alternativas na negociação (alternativas realistas, e não simplesmente assumir que não podem ser implementadas, porque a verdade é que podem...)
Na minha agora cómoda situação de quem é espectador, continuarei a defender os princípios que sempre defendi; se a educação não é uma área neutra deve ser encarada por quem a estuda como uma área em que a objectividade deve ser elemento básico.